terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Quem acode à Fonte do Arco (Idanha-a-Velha)




A fonte do Arco ou da Cruz, construída provavelmente no século XV, e reconstruída no reinado de D. Sebastião é um monumento periférico do conjunto monumental da aldeia histórica de Idanha-a-Velha. Há muito que é dominada pelas silvas que nem assim serviram de guarda ao brasão e à cruz que encimavam o monumento. O brasão ainda o conseguimos recolher, pois partiu-se a meio e foi abandonado no local. A cruz teve pior sorte e foi engrossar a conta de algum malfeitor. O interior há muito que está cheio de terras e lixo. A água desta fonte tinha fama de ter propriedades curativas. 
Na actualidade está no abandono que as fotos documentam. Quem toma a iniciativa de a limpar, restaurar e  proteger?

domingo, 20 de janeiro de 2013

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Portados quinhentistas de Idanha-a-Nova

 Estava eu convencido que a zona de Idanha-a-Nova a que chamam Pendricão era de génese relativamente moderna. Pelas imagens que aqui exponho reconheço o errado que estava. Encontrei um núcleo de três portados do século XVI, um dos quais com um cruzeiro na ombreira direita. Pena estarem abandonados assim como os prédios onde estão acoplados. Se calhar este abandono foi a salvação dos mesmos, pois se houvesse alguém que restaura-se o imóvel muito possivelmente estes portados seriam substituídos por outros em mármore ou granito polido. Esperemos que sejam preservados para bem do património da Idanha.



quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Quem foi Domingos Barreiros Leitão?


Esta placa toponómica em Idanha-a-Nova, chamou a minha atenção para este personegem do qual nunca ouvi falar. Pesquisando na Net consegui saber alguma coisa, mas gostaria de saber bem mais.
Assim Domingos Barreiros Leitão
  • Nasceu no século XVII e faleceu em 1707, mas não sei onde
  • Foi Cónego Doutoral da Sé do Porto
  • Abade de Barroso e de Santa Catarina
  • Beneficiado da Igreja de S. Pedro de Torres Novas
  • Desembergador da Casa da Suplicação
  • Grande benfeitor da Misericórdia de Idanha-a-Nova.
Já é bastante, mas gostaria de saber mais pormenores
 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A ponte velha da Egitânia

 Embora por todos apelidada de romana, de romano apenas possui uma inscrição num talhamar e as pedras que proveem da muralha a escassas dezenas de metros. A Civitas Igaeditanorum tinha efectivamente uma ponte romana que ficava mais a montante a fazer fé em autores antigos. 
Esta ponte deve ter sido construída possivelmente entre os finais do século XV e os finais do século XVI. Actualmente de quatro arcos, somos de crer que no projecto original apenas seriam três, daí o aspecto gotizante dos dois arcos centrais, construídos no espaço que estaria destinado a um só. Possivelmente dificuldades de engenharia fizeram mudar o plano já a obra ia sendo construída. Uma análise atenta á ponte torna clara esta minha sugestão. 
Mas o que verdadeiramente nos faz hoje e neste local falar deste monumento é a sua precária saúde. Nos inicios dos anos 80 do século passado foram gastos cerca de 700 contos no arranjo da ponte. Taparam-se umas fisgas e restaurou-se a guarda e nada mais. Pelos vestígios de cimento nota-se que já então a ponte tinha brechas nos arcos, mas taparam-se com cimento, não se fez um diagnóstico sério dos males da mesma. Assim para além das brechas que afectam pelo menos um dos arcos centrais, de que ofereço fotos justificativas, o tabuleiro abre amiúde buracos e um dos pilares da ponte está oco. Atente-se a que esta ponte está a ser utilizada pela população de Idanha-a-Velha e nela passam transportes pesados. Posto sucintamente este alerta espero que não haja nenhum percalçe e que a velha ponte continue a servir a comunidade egitaniense, mas para isso é necessário haver uma monitorização exacta dos males que a afectam e que os serviços estatais promovam a sua recuperação urgente. Já agora um pouco de limpeza também se pedia, especialmente a juzante.







sábado, 12 de janeiro de 2013

Alerta para o telhado da Sé de Idanha-a-Velha

Como se pode ver nesta imagem existe um autêntico jardim plantado no telhado da Sé. Tal deve-se aos dejectos e aos materiais de construção provenientes do ninho da cegonha. Como tal situação era previsivel seria de considerar uma limpeza anual nesta zona do telhado, o que por certo nunca foi feito. Assim com a humidade e o peso existentes, e o telhado ter estrutura de madeira, o que será que pode acontecer dentro em breve? Deixo aos responsáveis a escolha da solução que só pode ser a limpeza e reposicão correcta das telhas. E depois não digam que não se tinham apercebido da situação....

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Brasões - Idanha-a-Velha I

Este é um dos brasões que existe em Idanha-a-Velha. Está colocado por cima da porta da igreja de S. Dâmaso, coroando a inscrição fundacional da capela. Deve ser o brasão de José António de Azevedo Robalo, padre, morador em Monsanto, e que mandou construir este templo.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Forum dos Igaeditanos

Esta imagem reflecte o aspecto em que eu e o meu colega de então, Pedro Salvado, encontramos  o forum dos igaeditanos, em 1985. Hoje está bem diferente, mas enferma de outros males. Grandes valas estão abertas, sem qualquer sinalização, fruto de escavações arqueológicas, constituindo um perigo para pessoas, em especial para as crianças e os idosos. Pedia-se com muita urgência uma intervenção no sentido de consolidação das estruturas, assim como sinalização  dos "buracos".

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A reorganização administrativa das freguesias

Como Idanha-a-Velha tem menos de 150 habitantes, segundo a nova Lei, terá a Junta de Freguesia extinta e irá juntar-se a outra Freguesia. Segundo um parecer de uma "Comissão de Sábios", Idanha-a-Velha será unida a Monsanto da Beira, aproveitando também o facto de ambas serem aldeias históricas. Mas como esta gente está nos gabinetes e nada sabe das realidades locais, tal proposta a meu ver peca de muitos males. Penso que as primeiras Juntas de Freguesia a serem extintas seriam as existentes nos locais sede de concelho, por razões óbvias, sempre é melhor ir directamente a Deus que pedir aos Santos. Em relação a Idanha-a-Velha há algumas razões que não aconselham uma união com Monsanto. A mais poderosa é que existe uma freguesia no meio e que dista de Idanha-a-Velha 7 Km enquanto Monsanto está a 14Km. Existe um caminho rural, mas é perigoso e tortuoso. Em Monsanto o acto de estacionar é um martírio, para além do facto de não haver transporte público. A título de exemplo posso contar que quando estou de férias prefiro meter o Euromilhões no Salvador no concelho vizinho do Salvador que subir a Monsanto, ao café que fica à beira da sede da Freguesia. Penso que seria mais benefico para os habitantes de Idanha-a-Velha, a ser inevitável a extinção da freguesia, uma união com Medelim por todas as razões expostas.
No meio disto tudo estranha-se a falta de opinião da Junta de Freguesia de Idanha-a-Velha e da Liga dos Amigos da Freguesia, mas sou de opinião que devia ser a população em votação a escolher o seu destino, por isso vivemos em democracia. Acho....

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

MONSANTO DA BEIRA


VAZ, Elias Martins (2012) - Monsanto nas fragas do tempo: de baluarte concelhio a aldeia histórica. Idanha-a-Nova: Câmara Municipal.428 p. ISBN 978-972-8285-64-7.

Uma agradavel surpresa. Recomendo.
Após vários anos sobre o encerramento do IDANHENSE, meu primeiro Blog, achei que era altura de o reactivar. Sempre desejei contribuir de forma construtiva para a resolução de problemas que afectam os "paisanos" e o património da região interior da Beira-Baixa, muito embora muita gente o não tenha percebido. No meu modesto entender a primeira permissa para a resolução de um problema é a constatação da existência do mesmo e a sua amplitude, o que nem sempre agrada a personagens instalados, melhor bem instalados, e que vivem num mundo que não existe e que consideram perfeito à sua imagem e por conseguinte não admitindo qualquer reparo. Acentuo o que disse anteriormente, toda e qualquer critica que aquí apareça, é no meu ponto de vista construtiva e não me fecharei a qualquer diálogo, melhor desconversas serão liminarmente banidas. Não vou adoptar o novo Acordo Ortográfico pois acho que é um verdadeiro atentado ao património linguístico nacional. Não vou proporcionar textos com grande qualidade literária, a escrita sairá ao "correr da pena". Haverá contribuições externas consideradas valiosas para os objectivos a que nos propomos. Peço desde já desculpa a quem achar o Blog enfadinho e sem interesse, têm bom remédio, nem cá ponham os pés. Tentarei na medida do possível actualizar a "escrita" diariamente.